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martes, noviembre 27, 2018

Carta aberta de um médico cubano ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.


 Carta aberta de um médico cubano ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. 
Caro Presidente eleito Jair Bolsonaro,
Confesso-lhe, desde já, uma coisa: não pensei começar esta carta assim, desta maneira. Tinha pensado em algo mais emocional, mais elaborado. Mas não tenho outra escolha, Sr. Presidente, sou uma cubana de pura cepa, tenho açúcar e tempero no sangue, pelo que devo contar-lhe a primeira coisa que me vem à mente: Que maravilha poder chamar a alguém presidente, e realmente sentir isso, sem fingir ou aparentar!
Talvez não entenda. Ou sim. Talvez esteja muito bem informado sobre o que nós, cubanos, vivemos durante todo este tempo, pouco mais de meio século, veja só quanto tempo! Um só homem a governar até há poucos anos. Outro, irmão dele, a governar por outro punhado de anos. E agora um fantoche mal nomeado e pior formado, a governar como se fosse um presidente.
Se ler esta carta que escrevo à meia-noite, esgotada, tensa, com uma enorme dor de cabeça e nervos à flor da pele, mas feliz por ser livre, gostaria que soubesse uma coisa: esta é a primeira vez que me dirijo a um presidente com orgulho e honra. E esse ganhou-o antes mesmo de assumir o comando deste belo e hospitaleiro país em que vivo há três anos, colaborando dentro das minhas possibilidades e aprendendo a amar, respeitar e curar as feridas físicas e espirituais do seu povo.
A minha carta é um pedido de ajuda, Presidente Bolsonaro. E na minha carta estão as vozes de cerca de vinte colegas meus, todos do município de Ponta Grossa, todos nós que nos conhecemos e decidimos não fazer o caminho de regresso. Por isso digo: não vamos voltar para Cuba. Não queremos voltar à escravidão real, apesar de termos passado alguns anos nesta escravidão virtual que é trabalhar para que outros enriqueçam com o nosso sacrifício.
Mas pedimos-lhe ajuda, dizia eu. Com humildade e gratidão. Com bondade. Com o sentimento tão bonito que é gerado por saber que o senhor, presidente democraticamente eleito, pensou nos nossos salários e nas nossas famílias cem vezes mais do que os nossos concidadãos que, supostamente, deveriam velar por nós.
Estamos desesperados, Sr. Presidente. Assume a seu cargo o Brasil em janeiro e isso ocorre num momento de alta tensão nacional. Terá de se ocupar primeiro do seu país e depois de nós. E não sabemos o que fazer agora, a não ser confiar na sua palavra de que nos protegerá com o asilo político para todos os que decidirem, como eu, não voltar.
O governo de Raúl  Castro/Díaz-Canel quer que regressemos antes de 5 de dezembro. Quase um mês antes de que possa fazer algo por nós. Se escolhermos agora fugir, não entrar nesses aviões, se dissermos aos nossos entes queridos por telefone para não esperarem por nós, pelo menos por agora, estaremos a assinar pelo menos oito anos da agonia da distância... E não sabemos o que fazer agora no Brasil.
A quem nos dirigirmos. Como pedir ajuda. Como continuar a trabalhar. Quem nos vai pagar. Quem vai responder por nós, que a partir desse momento seremos párias sem país ou apoio, quase desterrados.
Tenho uma menina de doze anos em Cuba. É melhor não lhe dizer como é terrível sabê-la longe de mim. Até à última gota de suor, até ao último centavo, as minhas últimas forças serão, a partir deste momento, dedicadas ao momento em que possa reunir-me com ela aqui. Na nossa nova terra da liberdade. Num Brasil que me ensinou a maravilha da liberdade, mesmo quando o seu governo anterior conspirou com o do meu país para nos roubar três quartos do que ganhamos a salvar vidas nestas terras sul-americanas.
Quando decidimos aceitar esta escravidão moderna, assinando contratos que nos tratavam como bolseiros, como semiprofissionais, maltratados e mal remunerados, foi por desespero: queríamos progredir. Como milhões de outros cubanos, professores, dentistas, atletas, engenheiros.
Queríamos dar aos nossos filhos um futuro melhor do que o que vivíamos num país sequestrado por uma família, imagine: uma única família, um único apelido que vem mandando naquela ilha há sessenta anos! Não somos hipócritas. Não somos oportunistas. Somos vítimas em busca de oxigénio fora da prisão em que nos calhou viver.
Não queremos apenas ficar: queremos que se sinta orgulhoso de nós. Da nossa coragem e do nosso esforço. Queremos continuar a tratar dos vossos pacientes, a curar os mais velhos, a dar à luz os filhos dessa terra linda onde a mandioca, a feijoada, o samba, o futebol e o amor a Deus se tornaram tão nossos, muito dos nosso corações, como o arroz com feijão, café, a salsa e a bola.
Para isso, para cumprir um mandato que lhe exigiu tratar-nos com decoro quando os mandantes do nosso país nos trataram como escravos, precisamos de uma última ajuda. O caminho legal para agora mesmo, e não para janeiro. Como estabilizar-nos agora mesmo, enquanto não chega a sua concessão de asilo.
Eu não posso dizer-lhe o meu nome, Sr. Presidente. Não por mim, que nada podem fazer contra mim, porque já sou livre. Já decidi ser livre. Pela minha família. Pela minha filha. Pelos meus pais, adoentados e exaustos pelas visitas e ameaças da polícia política cubana. Pelo que possam fazer-lhes a eles lá, onde não têm defesa nem embaixadas solidárias, diplomacia, nem imprensa livre.
É por isso que permaneço no anonimato e lhe envio um beijo sem protocolos ou artifícios, apenas com um sorriso, talvez com algumas lágrimas nos olhos, com a nobreza de quem pede esmola, mas sem espingardas: a nossa maneira de entender que no está por diante, também será o presidente por quem rezaremos para que faça o melhor que puder por esta bela nação e por nós: estes médicos que já tanto lhe devemos.
Jair Bolsonaro, mais médicos, Brasil, Cuba, Brasil Saude, Raúl  Castro, Díaz-Canel,

martes, noviembre 20, 2018

Reglamento para la incorporación de médicos al programa Mais Medicos en Brasil.



Reglamento del Ministerio de Salud y la Secretaria de Gestión del Trabajo y de la Educación  en la Salud del Brasil  ha dado a conocer un reciente reglamento para la contratación de médicos para el proyecto conocido como Mais Medicos.  Esta información la tomamos de la cuenta de Twitter de la Asociación Medica Brasileña. El texto a continuación:  

CASA CIVIL DE LA PRESIDENCIA DE LA REPÚBLICA
Diario Oficial de la Unión
EDITAL Nº 18, DE 19 DE NOVIEMBRE DE 2018 ADESIÓN DE MÉDICOS AL PROGRAMA DE PROVISION DE MÉDICOS DEL MINISTERIO DE SALUD - PROYECTO MÁS MEDICOS PARA BRASIL [1]
Órgano: Ministerio de Salud / Secretaría de Gestión del Trabajo y de la Educación en la Salud
El MINISTERIO DE SALUD, por medio de la SECRETARIA DE GESTIÓN DEL TRABAJO Y DE LA EDUCACIÓN EN LA SALUD (SGTES / MS), considerando las acciones de perfeccionamiento en el área de Atención Básica en Salud en regiones prioritarias para el SUS, en el ámbito del Proyecto Más Médicos para de acuerdo con lo establecido en la Ley Nº 12.871, de 22 de octubre de 2013, regulado por la Orden Ministerial Interministerial nº 1.369 / MS / MEC, de 8 de julio de 2013, hace pública la realización de llamamiento público de médicos formados en instituciones de educación superior brasileñas o con un diploma revalidado en Brasil para la adhesión al Programa de Provisión de Médicos del Ministerio de Salud - PROYECTO MÁS MEDICOS PARA BRASIL, para fines de asignación en las vacantes ociosas de cooperación con organismo internacional, conforme establecido en este Edicto.

El documento en su totalidad en portugués puede ser consultado haciendo CLIC AQUÍ




[1] Publicado el: 20/11/2018 | Edición: 222 | Sección: 3 | Página: 134
Órgano: Ministerio de Salud / Secretaría de Gestión del Trabajo y de la Educación en la Salud

miércoles, noviembre 14, 2018

El régimen Castro comunista pone fin al programa de Mais Médicos con Brasil.



Ante la posibilidad de perder el control de los más de 10 mil médicos cubanos devenidos en esclavos de bata blanca, expoliados por el régimen y ayudados por los testaferros de la Organización Panamericana de la Salud. Ante la abundante información de las condiciones arbitrarias de estos contratos, la diseminación de una información que ha ocupado buen aparte de los medios después de la elección de J Bolsonaro como nuevo Presidente del Brasil que ha socavado la narrativa de la dictadura; la parte cubana no le queda otra alternativa que irse lo antes posible con sus médicos del Brasil no ocurra que también se quede sin buena parte de esos médicos. Es probable que estén pensando en enviarlos a Venezuela. A continuación la declaración de los esclavistas y negreros del Ministerio de Salud de Cuba:

 Declaración del Ministerio de Salud Pública.
El Ministerio de Salud Pública de la República de Cuba, comprometido con los principios solidarios y humanistas que durante 55 años han guiado la cooperación médica cubana, participa desde sus inicios en agosto de 2013 en el Programa Más Médicos para Brasil. La iniciativa de Dilma Rousseff, en ese momento presidenta de la República Federativa de Brasil, tenía el noble propósito de asegurar la atención médica a la mayor cantidad de la población brasileña, en correspondencia con el principio de cobertura sanitaria universal que promueve la Organización Mundial de la Salud.
Este programa previó la presencia de médicos brasileños y extranjeros para trabajar en zonas pobres y apartadas de ese país.
La participación cubana en el mismo se realiza a través de la Organización Panamericana de la Salud y se ha distinguido por ocupar plazas no cubiertas por médicos brasileños ni de otras nacionalidades.
En estos cinco años de trabajo, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atendieron a 113 millones 359 mil pacientes, en más de 3 mil 600 municipios, llegando a cubrirse por ellos un universo de hasta 60 millones de brasileños en el momento en que constituían el 80 por ciento de todos los médicos participantes en el programa. Más de 700 municipios tuvieron un médico por primera vez en la historia.
La labor de los médicos cubanos en lugares de pobreza extrema, en favelas de Río de Janeiro, Sao Paulo, Salvador de Bahía, en los 34 Distritos Especiales Indígenas, sobre todo en la Amazonía, fue ampliamente reconocida por los gobiernos federal, estaduales y municipales de ese país y por su población, que le otorgó un 95 por ciento de aceptación, según estudio encargado por el Ministerio de Salud de Brasil a la Universidad Federal de Minas Gerais.
El 27 de septiembre de 2016 el Ministerio de Salud Pública, en declaración oficial, informó próximo a la fecha de vencimiento del convenio y en medio de los acontecimientos en torno al golpe de estado legislativo judicial contra la presidenta Dilma Rousseff que Cuba “continuará participando en el acuerdo con la Organización Panamericana de la Salud para la aplicación del Programa Más Médicos, mientras se mantengan las garantías ofrecidas por las autoridades locales”, lo cual se ha respetado hasta este momento.
El presidente electo de Brasil, Jair Bolsonaro, con referencias directas, despectivas y amenazantes a la presencia de nuestros médicos, ha declarado y reiterado que modificará términos y condiciones del Programa Más Médicos, con irrespeto a la Organización Panamericana de la Salud y a lo convenido por esta con Cuba, al cuestionar la preparación de nuestros médicos y condicionar su permanencia en el programa a la reválida del título y como única vía la contratación individual.
Las modificaciones anunciadas imponen condiciones inaceptables e incumplen las garantías acordadas desde el inicio del Programa, que fueron ratificadas en el año 2016 con la renegociación del Término de Cooperación entre la Organización Panamericana de la Salud y el Ministerio de Salud de Brasil y el Convenio de Cooperación entre la Organización Panamericana de la Salud y el Ministerio de Salud Pública de Cuba. Estas inadmisibles condiciones hacen imposible mantener la presencia de profesionales cubanos en el Programa.
Por tanto, ante esta lamentable realidad, el Ministerio de Salud Pública de Cuba ha tomado la decisión de no continuar participando en el Programa Más Médicos y así lo ha comunicado a la Directora de la Organización Panamericana de la Salud y a los líderes políticos brasileños que fundaron y defendieron esta iniciativa.
No es aceptable que se cuestione la dignidad, la profesionalidad y el altruismo de los colaboradores cubanos que, con el apoyo de sus familias, prestan actualmente servicios en 67 países. En 55 años se han cumplido 600 mil misiones internacionalistas en 164 naciones, en las que han participado más de 400 mil trabajadores de la salud, que en no pocos casos han cumplido esta honrosa tarea en más de una ocasión. Se destacan las hazañas de la lucha contra el Ébola en África, la ceguera en América Latina y el Caribe, el cólera en Haití y la participación de 26 brigadas del Contingente Internacional de Médicos Especializados en Desastres y Grandes Epidemias “Henry Reeve” en Pakistán, Indonesia, México, Ecuador, Perú, Chile y Venezuela, entre otros países.
En la abrumadora mayoría de las misiones cumplidas los gastos han sido asumidos por el gobierno cubano. Igualmente, en Cuba se han formado de manera gratuita 35 mil 613 profesionales de la salud de 138 países, como expresión de nuestra vocación solidaria e internacionalista.
A los colaboradores se les ha mantenido en todo momento el puesto de trabajo y el 100 por ciento de su salario en Cuba, con todas las garantías laborales y sociales, como al resto de los trabajadores del Sistema Nacional de Salud.
La experiencia del Programa Más Médicos para Brasil y la participación cubana en el mismo demuestra que sí se puede estructurar un programa de cooperación Sur-Sur bajo el auspicio de la Organización Panamericana de la Salud, para impulsar sus metas en nuestra región. El Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo y la Organización Mundial de la Salud lo califican como el principal ejemplo de buenas prácticas en cooperación triangular y la implementación de la Agenda 2030 con sus Objetivos de Desarrollo Sostenible.
Los pueblos de Nuestra América y del resto del mundo conocen que siempre podrán contar con la vocación humanista y solidaria de nuestros profesionales.
El pueblo brasileño, que hizo del Programa Más Médicos una conquista social, que confió desde el primer momento en los médicos cubanos, aprecia sus virtudes y agradece el respeto, sensibilidad y profesionalidad con que le atendieron, podrá comprender sobre quién cae la responsabilidad de que nuestros médicos no puedan continuar prestando su aporte solidario en ese país.
La Habana, 14 de noviembre de 2018

martes, febrero 03, 2015

Questionado sobre os meios de comunicação, de médicos cubanos ao Brasil no programa Mais Médicos, a não ser separada de seus familiares que estão que pais.

Este é um documento que circula na internet e temos recebido. Nós incluímos aqui como foi escrito. Excluindo uma nota introdutória, uma vez que este blog tem dado informações suficientes sobre os médicos cubanos enviados pelo governo da Ilha Brasil como parte do programa de médicos Mais. Em seguida, o documento recebido:
Médicos cubanos no Brasil estão exigindo a ajuda da imprensa internacional para evitar a separação de suas famílias
Quando o programa Mas Medicos, Brasil é criado como um país sério, que respeite a família e dá o valor que ele merece a união indissolúvel disso, emitiu uma lei que torna mais fácil para os médicos de família que participam do programa tem em sua família de lado por tempo de trabalho no Brasil, como a maioria dos países que estão contratando no exterior.
É triste que o nosso país, Cuba, que define a família como a unidade fundamental da sociedade e defensor dos direitos humanos quem se opõe a que os funcionários que trabalham no Brasil e nós fornecemos uma quantidade significativa de dinheiro para os cofres do Estado cubano, não podemos estar juntos com a nossa família durante o tempo que estamos do lado de fora.
Confira a distribuição, por município e partido,
 dos 14.462 médicos do principal 
programa da presidente Dilma para a Saúde
É difícil entender como o país que afirma lutar pela igualdade social e igualdade de direitos dos cidadãos autoriza embaixadores e pessoal diplomático para estar com sua família como nós. trabalhadores dignos que passaram longos anos de nossas vidas para trabalhar no estrangeiro em missões convocadas pelo governo, não pode ter os mesmos direitos que os outros cubanos.
Eles têm feito para o nosso mais do que nós, um cônsul, um embaixador ou diplomática país de pessoal? Ah! Eles têm esse direito!
Se a lei está em causa, temos muito mais, porque nós injetar dinheiro em nosso país e que as missões médicas são hoje a principal fonte de renda para o país, graças ao nosso sacrifício, mas muitos não vêem esse ponto de vista, é verdade que recebemos um pequeno lucro, mas nunca em comparação com o que trazemos para o estado ou o tamanho do nosso sacrifício de deixar de conhecer a terra natal de nossa família.
É triste ver como os nossos dirigentes e ministro em particular, que é quem proíbe isso, só nos vêem como um meio de produção que dá dinheiro para o país e não como seres humanos, como o trabalhador já tem vários anos sustentar o país que muitos têm mais de 8 años fora de nossas casas e alguns com menos convicção do que outros, mas todos trabalham para o governo, e não para nós mesmos! isso também é conhecido!
Somos tratados como propriedade, não como trabalhadores dignos que tenham entregue mais de nosso tempo para trabalhar e servir ao governo para que nossos filhos e cônjuge.
Aqui no Brasil não está proibido de ter relações sexuais com um casamento inclusive brasileira, agora vivo aqui com minha esposa legal de 20 años casados há mais de um mês é uma disciplina de acordo com o Ministro da Saúde de Cuba. ! Então, aqui vem o absurdo de o governo cubano!
Trazendo a nossa família não é ilegal nem lei cubana, nem pela brasileira é apenas ilegal, para o nosso ministro da saúde pública que só impõe isso sem dar uma razão, porque se não nós enviamos a nossa família antes do próximo domingo 01 de fevereiro Seremos missão interrompida, o que não foi assinado o contrato com Cuba, só que agora o ministro da Saúde, usando e abusando de sua hierarquia e sabendo que você tem total controle e domínio sobre nós impõe isso.
 Espero que bons jornalistas estão à frente e publicar este ou passá-lo para o Ministério da Saúde Pública como uma grande insatisfação…. e como bons jornalistas procuram ser o primeiro a informação ao invés de forçar alguns dias nós queremos ter a nossa família aqui para que o mundo vai saber sobre as atrocidades do nosso governo.
Enviamos abraços médicos cubanos se sentiram esfaqueado novamente pelo Ministério da Saúde de Cuba.

 Cora Lima (nome falso de um médico cubano que quer proteger a sua integridade)

domingo, agosto 17, 2014

The story behind Cuba’s deal to send doctors to Brazil.

By Daniel A. Medina  July 16, 2014
Last summer, long before before Brazil was demolished 7-1 by Germany in the World Cup, the country faced a crisis of another sort. Millions of citizens marched in cities across the country to demand wholesale reforms to the country’s crippled public health care system, which faced huge shortages of doctors and a failing infrastructure.
That’s when the tiny island nation of Cuba stepped in to this neglected area of the world’s seventh-largest economy.
Under Brazil’s Mais Médicos (“More Doctors”) program, which pays foreign physicians to work in undeserved areas of the country, Cuba sent 4,500 doctors to rural areas in the Amazon and to the undeserved slums known as favelas in its booming cities. The move angered Brazil’s doctors’ unions, who protested outside hospitals, and the Brazilian Medical Association filed a lawsuit in the country’s Supreme Court questioning its existence. Protestors denounced the program as only a temporary solution to a systemic problem, saying the changes should come internally, not by importing doctors.
Brazil currently has 1.9 physicians per thousand people, according to the World Bank, one of the lowest doctor-to-patient ratios in the world. In the country of roughly 200 million, the disparity is so pronounced that some remote areas have virtually no doctors to serve patients. Cuba, on the other hand, has 6.7 physicians per thousand people, the highest number of doctors in proportion to population in the world, and some of the lowest annual costs for medical care.
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Financial rewards for both countries
Despite the lack of popular support, the Mais Médicos program was a win-win for both countries. Cuba received $270 million dollars a year from the Brazilian government, hard currency that Havana desperately needs to ease inflation. The deal further enhanced the prestige of Cuba’s long-heralded international medical program, which exports doctors every year to developing countries. And as well as easing its medical crunch, Brazil increased its already privileged access to one of the world’s last untapped markets. Cuban president Raúl Castro has in recent years implemented gradual reforms to the state-controlled economy, and Brazil has positioned itself as a major player in the country’s redevelopment.
Bazilian exports to Cuba have quadrupled over the past decade to $450 million a year, mostly in agriculture, as the country has become a top food supplier to Havana. But Brazil’s most lucrative project in Cuba is a $900-million two-phase modernization of the Port of Mariel by the construction behemoth Odebrecht. Cuba’s only deep-water port is located 30 miles north of Havana, and it is there that Cuba will establish a special economic zone that will be open to non-state owned companies. When that happens, Brazilian companies appear to be first in line.
The project has depended on important financing from the Brazilian government at advantageous terms,” said president Castro at a ribbon-cutting ceremony this past January to open the port’s first phase. “And it has not only been a great help in building the container terminal, but also in other public works such as highways, networks, rail lines and dredging the bay.”
Brazilian president Dilma Rousseff and Cuba’s Raúl Castro were all smiles at the port renovation’s ribbon-cutting.REUTERS/Miraflores Palace Handout
An increase in doctors means political rewards for Rousseff
Brazilian president Dilma Rousseff this year faces reelection in what looks likely tobe the fight of her life. Corruption, government mismanagement of the economy, and soaring inflation are just some of the problems saddling her administration. Brazilians are also still angry about how much the government spent to host the FIFA World Cup, estimated at $11.3 billion dollars in public spending alone—the most expensive in tournament history. With her eroding popularity, Rousseff’s best hope is to reach the poorest Brazilians that have long been the backbone of her Workers Party.
By sending these long-neglected citizens doctors and essential medical care through the Mais Médicos program, she may well reap the benefits at the ballot box. Rousseff has pointed to the program as evidence that she responded to last summer’s nationwide protests. And although it has faced some problems, most Brazilians appreciate its results.
Will the program last?
A March nationwide poll showed national approval of the program at 67%. Support is highest in the country’s poor northeast, at 72%, where the most doctors are concentrated. In fact, the program has been so popular there that other states are copying it. In the state of Sao Paolo, the leading opposition PSDB (Partido da Democracia Social Brasileira) party has sent doctors into the state’s interior to reach its poorest residents.
President Rousseff remains unpopular amongst the country’s middle class. That won’t matter, however, if she can win the hearts and minds of the poorest Brazilians, who still make up a majority of the electorate.
Dilma, as she is affectionately known amongst her supporters, can only hope that these voters will come out in droves and give her the victory that the Seleção couldn’t give the nation on the football pitch. Cuba will be watching, too.
   Fuente: QUARTZ